sobre o poder do intangível
Permeando pelo mundo da sociologia com Pierre Bordieu "Alta costura e alta cultura" e pelo campo da arquitetura com Adolf Loos "Sobre um pobre homem rico", depara-se com a representatividade do que é bem-visto.
A simbologia sempre foi muito presente na arquitetura, seja o símbolo do exótico, do belo, ou unicamente a simbologia do exclusivo, o que está a alcance de poucos. O fato de sua casa ter sido projetada por arquiteto X ou Y.
O fato de possuir um conceito ou uma ideia, o inatingível a muitos, é que desperta o sentimento alheio. O processo de criação está muitas vezes atrelado à expectativa de aceitação do público a que é destinado tal produto.
Toda forma é forma de comunicação ao mesmo tempo que forma de realização. Ele corresponde, ainda, a aspectos expressivos de um desenvolvimento interior na pessoa, refletindo processos de crescimento e de maturação cujos níveis integrativos consideramos indispensáveis para a realização das potencialidades criativas. (...) a criação em seu sentido mais significativo e mais profundo, tem como uma das premissas a percepção consciente (SALLES, 2006.p.6).
No campo da arquitetura, especificamente, esse pode ser um caminho tênue e perigoso. Dentro da universidade somos doutrinados ao "conceito", que deve nortear o projeto, de modo a agradar o cliente (ou o professor). Mas muitas vezes fazemos edifícios e construções repletas de partidos arquitetônicos, volumes, fluxos, permeabilidades, etc, mas de fato são para quem? Para sermos o arquiteto super conceituado do texto de Loss?
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